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	<title>Certamente!</title>
	
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	<description>Web social. Media. Tecnologia. Pessoas. Política. Num webzine de Paulo Querido.</description>
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		<title>Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/manifesto-de-51-economistas-e-cientistas-sociais/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Esta é a imagem do trabalho escravo que eu prefiro combater. Foto de Jerry Zurek, Flickr. 
&#160;
O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.
Há quem se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignright size-full wp-image-3429" title="170972239_1795eba845" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/170972239_1795eba845.jpg" alt="170972239_1795eba845" width="500" height="338" /><br />
<span style="font-size:90%;"> Esta é a imagem do trabalho escravo que eu prefiro combater. Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/jerryzurek/170972239/">Jerry Zurek</a>, Flickr. </span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.</em></p>
<p><em>Há quem se possa dar ao luxo de se manter ignorante. Mas a maioria não se pode dar a tal capricho. Não tem como.</em></p>
<p><em>Francamente, acredito que o impulso económico do lucro, que arrastou as sociedades ao longo dos 2 últimos séculos com os resultados qoe conhecemos, é insuficiente para fazer mexer as forças económicas hoje e nas próximas décadas. Vivemos num refluxo. É preciso descobrir, ou inventar, impulsos e motivações para uma economia que privilegie a distribuição da riqueza, e não apenas a sua acumulação, maximizada a todo o custo, no topo cada vez mais estreito da pirâmide.</em></p>
<p><em>Sou apenas um cidadão interessado, não um técnico, político ou especialista. Mas &#8212; como qualquer cidadão com voz, e voz ampliada pelo emergente ambiente social em rede &#8212; posso contribuir. Daí republico este</em></p>
<h2> manifesto de 51 economistas e cientistas sociais</h2>
<p><strong>O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia </strong><br />
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. <span id="more-3424"></span></p>
<p>É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.</p>
<p>A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.</p>
<p>Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.</p>
<p>Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.</p>
<p>Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.</p>
<p>Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.</p>
<p>A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.</p>
<p>Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.</p>
<p>Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.</p>
<p>O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.</p>
<p>Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.</p>
<p>Publiquem nos vossos vossos blogues. Abaixo os subscritores</p>
<p>Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;<br />
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;<br />
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;<br />
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;<br />
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;<br />
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;<br />
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;<br />
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;<br />
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;<br />
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;<br />
Carlos Figueiredo, Economista; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;<br />
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;<br />
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;<br />
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;<br />
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;<br />
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;<br />
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;<br />
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;<br />
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;<br />
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;<br />
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;<br />
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;<br />
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;<br />
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;<br />
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;<br />
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;<br />
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;<br />
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;<br />
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;<br />
Pedro Nuno Santos, Economista;<br />
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;<br />
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;<br />
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;<br />
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;<br />
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.</p>

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		<title>Michael Jackson com forte impacto na Internet</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/michael-jackson-com-forte-impacto-na-internet/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 16:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[michael jackson]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte de Michael Jackson foi o maior acontecimento súbito global que jamais vi na Internet. Ao ponto de ter produzido o tipo de asfixia e paralização dos sites próprio de acontecimentos previstos, como eleições, e súbitos, como os desastres aéreos.
 Isso e a reconfirmação do Twitter como canal privilegiado para veicular este tipo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de Michael Jackson foi o maior acontecimento súbito global que jamais vi na Internet. Ao ponto de ter produzido o tipo de asfixia e paralização dos sites próprio de acontecimentos previstos, como eleições, e súbitos, como os desastres aéreos.<br />
<img class="size-full wp-image-3414 alignright" title="michael-jackson-dies" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/michael-jackson-dies.jpg" alt="michael-jackson-dies" align="right"/> Isso e a reconfirmação do Twitter como canal privilegiado para veicular este tipo de informações, tendo batido rádios, televisões e até o Google News, são as duas principais notas da noite.</p>
<p>Há que tempos que não se registavam negações de serviço em jornais. O Los Angeles Times esteve em baixo. O site da publicação que primeiro noticiou a morte, a <a href="http://tmz.com">tmz.com</a> (que pertence à AOL), esteve também em baixo a espaços. O site de Perez Hilton, dedicado à vida e morte das celebridades, também se foi abaixo com a procura súbita de confirmação e informação adicional da notícia da morte.<span id="more-3411"></span></p>
<p>Estas paragens foram, aliás, alvo da surpresa de jornalistas que seguem a web a par e passo. MG Siegler titulou, no Techcrunch, que a web colapsou debaixo do peso da morte de Michael Jackson (<a href="http://www.techcrunch.com/2009/06/25/the-web-collapses-under-the-weight-of-michael-jacksons-death/">link</a>) .</p>
<p>Em Portugal os sites dos jornais e televisões foram rápidos a apostar na notícia da TMZ, longe do excesso de cuidado da CNN que, escaldada por acontecimentos recentes, passou cuidadosamente o <em>prime time</em> americano a noticiar as notícias dos outros e só admitiu Jackson morto quando o médico-legista confirmou  óbito à estação.</p>
<p>O tráfego disparou. No Público, a notícia chegou antes da meia noite às 30.000 visualizações e 100 comentários &#8212; tendo o tráfego triplicado em relação à media daquele período. Nos outros sites não terá sido muito diferente.</p>
<h3>Wikipedia: fichas protegidas contra vandalismos</h3>
<p>A ficha de Michael Jackson em língua portuguesa foi editada a partir de Portugal (um cliente de algum dos serviços Internet da Portugal Telecom) eram 21:51. Tentou colocar o dia da morte. Durante alguns minutos, a ficha teve várias actualizações, com os editores a manterem o cuidado de só deixar a informação do falecimento assentar depois de confirmada.</p>
<p>Os brasileiros deram o seu contributo para a discussão, até porque também os seus sites noticiosos apostaram cedo, como os portugueses, na notícia da TMZ.</p>
<p>A ficha entrou finalmente em modo protegido às 22:16. Mas actualizada com a data de falecimento.</p>
<p>Já a ficha em língua inglesa entrou em modo protegido mais cedo. Assim que sairam as primeiras notícias da hospitalização a ficha era alterada. Eram 21:12. Mas foram poucas edições até 21:45 quando, prevendo o habitual surto de edições bem intencionadas e de vandalismos, um editor fechou o &#8220;cadeado&#8221; virtual. A partir daí foi sendo actualizada apenas pelos editores da Wikipedia com o estatuto de administrador.</p>
<h3>Twitter: Jornalistas portugueses atentos&#8230;</h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3415" title="michael-jackson-dies-twitter" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/michael-jackson-dies-twitter.jpg" alt="michael-jackson-dies-twitter" align="left" />Às 21:46 de Lisboa o <a href="http://twitter.com/breakingnews">@BreakingNews</a> transmitiu no Twitter o sumário da notícia da TMXZ, publicada minutos antes. O primeiro português a dar pelo assunto foi, curiosamente, um jornalista. Ricardo Rosa (<a href="http://twitter.com/rickyrosa">@rickyrosa</a>), da SIC.pt, &#8220;retuitou&#8221; (jargão para retransmitir um tweet de outra pessoa) aquela nota do Breaking News. Eram 21:49.</p>
<p>Não menos curioso é verificar a quantidade de jornalistas atentos aos primeiros sinais. O  fotógrafo Vasco Casquilho (<a href="http://twitter.com/va5co">@Va5co</a>) &#8220;tuitou&#8221; o transporte de Jackson, em coma, para o hospital, no mesmo minuto que Ricardo Rosa. No minuto seguinte, 21:50, o terceiro português a mencionar o tema foi  director-adjunto do Público, Paulo Ferreira (<a href="http://twitter.com/pauloferreira1">@paulferreira1</a>). Que, aliás, estava duplamente atento, pois que fechava a edição do jornal e esperava confirmação para mudar a primeira página.</p>
<p>Nessa espera esteve também o director do Expresso, Henrique Monteiro (<a href="http://twitter.com/henriqumonteiro">@HenriquMonteiro</a>), embora por outra razão: o Expresso avançou com a informação original da TMZ e o director estava atento às edições dos jornais e televisões &#8220;pesados&#8221; americanos, que demoraram um pouco a confirmar. Do seu iPhone, Monteiro chegou a &#8220;tuitar&#8221; interrogativamente se teria havido precipitação, pois que o New York Times continuava a não dar a notícia. Mas não: a decisão de confiar no TMZ revelou-se correcta.</p>
<p>(Nota: decidir em que fontes confiar é um dos recursos do jornalista mais importantes no ambiente info-riquíssimo da Internet contemporânea. Como ficou bem patente no caso das eleições no Irão, o tempo da ingenuidade já passou e o Twitter é palco de violentos golpes e contra-golpes de informações, misturando-se fontes credíveis com figuras inacreditáveis, incluindo agentes dos serviços secretos, embaixadas e e muita, muita gente a produzir ruído.)</p>
<h3>&#8230; e vitória sobre o Google por KO</h3>
<p>Daí em diante, e até às 02:00 da madrugada desta sexta-feira, contei 1.881 <em>tweets</em> de portugueses contendo o apelido de Michael Jackson. Isto corresponde a 19,89% do total de <em>tweets</em> registados no período de 5 horas entre as 21:00 de quinta, dia 25 e as 02:00 do dia seguinte.</p>
<p>Simplificando: na noite de ontem, 1 em cada 5 <em>tweets</em> portugueses diziam respeito à morte de Jackson.</p>
<p>(Para a contagem usei os dados que recolho no âmbito do <a href="http://TwitterPortugal.com">TwitterPortugal</a>, que rastreia 8.585 contas de portugueses.)</p>
<p>Esta percentagem é muito elevada. Não tenho termo de comparação nacional, mas empiricamente estimo que tenha sido o mais global de quantos temas já foram tendência na twitosfera portuguesa.</p>
<p>A estimativa vem na sequência de um recorde inédito no Twitter à escala planetária: na noite em que Michael Jackson morreu o seu nome foi responsável por 9 &#8212; nove! &#8212; das 10 primeiras tendências observáveis no Twitter. Num dado momento da noite elas eram:<br />
Pop<br />
RIP Michael Jackson<br />
#MichaelJackson<br />
LA Times<br />
Thriller<br />
Ed McMahon (o único não-relacionado)<br />
MJ&#8217;s<br />
RIP MJ<br />
P Micheal<br />
Did Michael Jackson</p>
<p>Empurrada para fora da lista por volta da meia noite, às 4 da manhã já o tema #iranelections voltara à lista das 10 tendências do Twitter, onde tem estado nas últimas duas semanas. Aliás, nunca a vira de lá sair.</p>
<p>Os números portugueses estão de acordo, também, com outras observações como a de Ethan Zuckerman, do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard. Da sua conta <a href="http://twitter.com/ethanz">@EthanZ</a> &#8220;tuitou&#8221; que Jackson tinha passado as eleições iranianas e a gripe e escreveu: &#8220;<em>os meus scripts de pesquisa veêm que aproximadamente 15% de todos os posts no Twitter mencionam Michael Jackson. Nunca vira o Irão ou a gripe passarem os 5%</em>&#8220;. Zuckerman foi citado pelo New York Times.</p>
<p>O que já se tinha visto e agora se reforçou foi a troca do Google News (e da pesquisa em geral) pelo Twitter. As primeiras informações chegaram por este canal e as primeiras confirmações também. Ainda o Google News apresentava as notícias no tom  &#8220;estado de saúde desconhecido&#8221; e já no Twitter se recebiam as confirmações, a começar pela do Los Angeles Times, que terá sido &#8212; calculo, sem meios de garantir &#8212; o primeiro jornal a confirmar por outras fontes a notícia avançada pelo TMZ.</p>
<p>Finalizando: o papel do canário na mina coube ainda à Wikipedia &#8212; que permanece como o sítio mais rápido para perceber as alterações no meio ambiente mediático. No Twitter pode-se perceber a extensão dessas alterações e confirmar não apenas a tendência, como as fontes e as informações. O Twitter é, também, um admirável suporte de transmissão da informação, levando-a a todo o lado, incluindo os meios incapazes, por natureza, de compreender a especificidade da Wikipedia. A velocidade e a elasticidade do Twitter derrotaram a Google enquanto eixo municiador das multidões de editores profissionais e amadores que hoje compõem os media globais. E isto <strong>apesar</strong> dos problemas técnicos do serviço, que também teve &#8220;apagões&#8221; durante as cinco horas piores da notícia da morte de Michael Jackson e acabou mesmo por desactivar parcialmente a pesquisa, que durante horas respondeu com atrasos de 10 e 20 minutos.</p>
<p>Sendo um dos ícones da cultura <em>pop</em> à escala mundial, a morte de Michael Jackson tinha de ser um acontecimento mediático à justa proporção da sua popularidade.</p>
<p>Paulo Querido, jornalista</p>

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		<title>A cultura pop é realmente única</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 01:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar das suas 23.439.913 visulizações (no momento em que escrevo), não conhecia este video que usa a música de Thriller, expoente do malogrado Michael Jackson.  É quatro vezes mais popular, no Youtube, que o videoclip original.
 A cultura pop é realmente única.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar das suas 23.439.913 visulizações (no momento em que escrevo), não conhecia este video que usa a música de Thriller, expoente do malogrado Michael Jackson.  É quatro vezes mais popular, no Youtube, que o videoclip original.<br />
 A cultura pop é realmente única.</p>
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		<title>RIP Michael Jackson</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 23:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[michael jackson]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>

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		<description><![CDATA[Só fui expulso de uma discoteca um vez. Eu, o Caetano e o Coelho estávamos a dançar Billy Jean de uma forma que, digamos, desagradou à gerência. RIP Michael Jackson.
(Junto com Thriller, que podem ouvir em todo o lado, as minhas outras duas favoritas)


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só fui expulso de uma discoteca um vez. Eu, o Caetano e o Coelho estávamos a dançar Billy Jean de uma forma que, digamos, desagradou à gerência. RIP Michael Jackson.</p>
<p>(Junto com Thriller, que podem ouvir em todo o lado, as minhas outras duas favoritas)</p>
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		<title>De Eiffel ao Google: criatividade e inovação como atitudes</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 09:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[criar2009]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pensamos em criatividade temos tendência a associar o termo a actividades culturais. Paralelamente, o termo inovação evoca logo cometimentos na área tecnológica. Há que ser criativo e exercitar o pensamento contrário!

Pense o leitor na torre Eiffel. Mesmo que não tenha estado lá, que não tenha tocado o ferro, conhece inúmeras fotos. A torre que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos em <strong>criatividade</strong> temos tendência a associar o termo a actividades culturais. Paralelamente, o termo <strong>inovação</strong> evoca logo cometimentos na área tecnológica. Há que ser criativo e exercitar o pensamento contrário!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1999 aligncenter" title="coode" src="http://criar2009.gov.pt/ficheiros/2009/06/coode.jpg" alt="coode" width="500" height="179" /></p>
<p>Pense o leitor na <a id="aptureLink_05W0WU4ik2" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eiffel%20Tower">torre Eiffel</a>. Mesmo que não tenha estado lá, que não tenha tocado o ferro, conhece inúmeras fotos. A torre que domina Paris é um dos emblemas da civilização ocidental. Qual o termo que lhe ocorre: criatividade ou inovação? Ou ambos?<span id="more-3402"></span><br />
Repita o exercício desta vez pensando no motor de pesquisa <a id="aptureLink_nw5zeFqjEk" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Google">Google</a>. Que termo é mais adequado, na sua cabeça, para o classificar: criativo? Inovador?<br />
Provavelmente, respondeu &#8220;criatividade&#8221; para o primeiro e &#8220;inovador&#8221; para o segundo.<br />
No primeiro caso, pensamos na beleza da torre, no seu impacto visual, orgulhamo-nos da sua imponência e graça. No segundo agradecemos a funcionalidade, a extraordinária capacidade de nos apontar os melhores resultados para as nossas pesquisas.<br />
No entanto, ambos são maravilhosos exemplos de obras de engenharia, muito avançadas para os seus tempos. Sergei Brin e Larry Page não foram menos criativos que Gustav Eiffel. O engenheiro da torre parisiense não foi menos inovador que os estudantes do motor de pesquisa americano.<br />
Sempre uso este exemplo duplo para ilustrar a minha convicção de que a nossa sociedade passou o último século a sobrevalorizar os autores das actividades culturais, esquecendo as obras que não pertencem às indústrias mediáticas.<br />
É como se <a id="aptureLink_0Cav8prkaS" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Leonardo%20da%20Vinci">Da Vinci</a> fosse admirado apenas como pintor, esquecendo nós o seu contributo para a ciência &#8212; que, aliás, é bem mais extenso.<br />
Fernando Pessoa escreveu um belo poema que sintetiza isto mesmo:</p>
<p><em>O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso. óóóó&#8212;óóóóóó óóó&#8212;óóóóóóó óóóóóóóó (O vento lá fora.)</em></p>
<p>A criatividade e a inovação são sobretudo atitudes. Podemos melhorar todo e cada aspecto das nossas vidas, tanto na parte funcional como na parte lúdica, estimulando essas atitudes.</p>
<p>(Republicação. Originalmente publicado em 22 de Junho de 2009 em Criar2009, a publicação portuguesa do Ano Europeu da Criatividade e Inovação. <a href="http://criar2009.gov.pt/opiniao/de-eiffel-ao-google-criatividade-e-inovacao-como-atitudes/">Link</a>. )</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w_iEOutBpb3F46p5UNhrOASgrGo/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w_iEOutBpb3F46p5UNhrOASgrGo/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w_iEOutBpb3F46p5UNhrOASgrGo/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w_iEOutBpb3F46p5UNhrOASgrGo/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<item>
		<title>Quem são os “amigos” nas redes sociais e como os contabilizar</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/quem-sao-os-amigos-nas-redes-sociais-e-como-os-contabilizar/</link>
		<comments>http://pauloquerido.pt/tecnologia/quem-sao-os-amigos-nas-redes-sociais-e-como-os-contabilizar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 09:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Num elástico exercício facultado pelas &#8220;novas tecnologias&#8221; (uso a expressão que ouvi hoje a um respeitável político referindo-se a ferro velho informático com pelo menos 10 anos), tiro do meio considerado &#8220;do cidadão&#8221;, conversacional, uma explicação que aqui se converte &#8212; magia! &#8212; numa &#8220;mensagem&#8221; veiculada em formato antigo, de difusão.
Brincando com o conceito mcluhanista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">N</span>um elástico exercício facultado pelas &#8220;novas tecnologias&#8221; (uso a expressão que ouvi <strong>hoje</strong> a um respeitável político referindo-se a ferro velho informático com pelo menos 10 anos), tiro do meio considerado &#8220;do cidadão&#8221;, conversacional, uma explicação que aqui se converte &#8212; magia! &#8212; numa &#8220;mensagem&#8221; veiculada em formato antigo, de difusão.</p>
<div id="attachment_3392" class="wp-caption alignright" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-3392" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/oldmedia1.jpg" alt="oldmedia1" width="550" height="289" /><p class="wp-caption-text">Crédito: laffyak (Flickr)</p></div>
<p>Brincando com o conceito mcluhanista de o meio ser a mensagem, provo que as redes sociais não implicam a libertação dos cidadãos a troco da escravização dos antigos mensageiros. Na verdade, libertam ambos.<span id="more-3389"></span></p>
<p>As <strong><em>mensagens</em></strong> podem ser <strong><em>conversadas</em></strong> sem deixarem de ser <strong><em>emitidas</em></strong>. E vice-versa. O que se estilhaçou foi o meio, não as pontas. Ao tornar-se potencial emissor, o receptor não deixa de ser, essencialmente, um receptor. E vice-versa.</p>
<p>Tudo é possível &#8212; obrigado, deuses das tecnologias (vamos deixar cair o &#8220;novas&#8221;, vamos?).</p>
<p>Vou, então, <em><strong>difundir</strong></em> numa publicação vertical a mensagem que começou a vida como <em><strong>uma conversa</strong></em> numa <em><strong>rede social</strong></em>.</p>
<p>O uso do termo &#8220;amigos&#8221; é um amigável abuso por parte dos empresários que fazem as redes sociais. Convidar pessoas para nós da nossa rede não implica à partida (embora também não exclua) a existência de uma amizade prévia. Nem implica a pretensão de a estabelecer. Quando muito, é uma porta que se abre &#8212; ler alguém, episodica ou repetidamente, pode levar à descoberta de alguém com um interesse temático coincidente.</p>
<p>Equivocam-se os sociólogos e psicólogos que veêm as coisas mais mirabolantes nas redes sociais, diabolizando-as ou incensando-as &#8212; muitas vezes alternadamente. <strong>Uma rede é uma rede é uma rede</strong> &#8212; uma estrutura que permite contactos desintermediados com cada nó da rede, tirando nós daí o partido que entendermos. Ou mesmo tirando valor meramente da observação passiva da actividade da rede &#8211;  <em>trending</em>, <em>crowdsourcing</em>.</p>
<p>A existência no Facebook de pessoas com mais de 5.000 &#8220;amigos&#8221; é extraordinária? Significa ausência de critérios na respectiva &#8220;aquisição&#8221;? Deixe-me então responder com outra questão dupla: É extraordinário o Expresso ter 400, 500 mil, um milhão de leitores? Tem-nos devido a um critério premeditado ou à ausência dele?</p>
<p>O Facebook e as outras redes sociais não são apenas meios &#8220;do cidadão&#8221;,  são meios de todos os cidadãos, individuais e colectivos. O poder que facultam não está reservado <em>a priori</em> a uma parcela, casta ou grupo. Há lugar a todo o tipo de comunicação &#8212; incluindo o velh, bom <em>broadcast</em>, as mensagens de um pequeno grupo para um grande grupo. Uma audiência. É o caso das entidades (pessoas ou colectivos) que acumulam muitos &#8220;amigos&#8221;.</p>
<h3>Contabilidade dos &#8220;amigos&#8221;</h3>
<div id="attachment_3395" class="wp-caption alignright" style="width: 285px"><img class="size-full wp-image-3395" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/medialies.jpg" alt="medialies" width="275" height="188" /><p class="wp-caption-text">Crédito: http://www.kolahstudio.com</p></div>
<p>A popularidade é apenas uma das medidas disponíveis para avaliar desempenhos e presenças. A popularidade é importante para uns e secundária, ou inútil, para outros. Engraçado é a rede comportar os diversos tipos de presença. Eu sigo (sou &#8220;amigo&#8221;, faço parte da audiência) entidades tremendamente populares como leio (sou &#8220;amigo&#8221;, faço parte da audiência) entidades com pequeníssimas redes. Uma destas últimas tem um impacto social e económico na vida pública portuguesa muito maior que um daqueles, a despeito da desproporção dos tamanhos das respectivas redes.</p>
<p>A relevância é outra medida. Sendo uma medida complexa. Enquanto a popularidade tem um contrário bem definido (a impopularidade), um nó da rede pode ser relevante com sinal positivo ou com sinal negativo (e até com os dois sinais simultâneos, sendo considerado por uns públicos e desconsiderado noutros grupos).</p>
<p>Mas talvez a medida mais importante acabe por ser a satisfação. A minha actividade na rede satisfaz-me? Dá-me gozo? Dá-me prestígio? Arranjo parceiro/a? Obtenho recompensa em dinheiro, directo ou indirecto? Abre-me portas?</p>
<p>Das diversas medidas, a medida que toma em consideração o número de &#8220;amigos&#8221;, a dimensão da rede, é a medida da popularidade. Daí as competições entre campeões de popularidade (repare-se no cortejo de celebridades no <a href="http://twitterholic.com/">top dos mais seguidos</a> no Twitter, rede que, dizem estudos recentes, está surpreendentemente próxima do tradicional modelo de <em>broadcast</em>, <a href="http://twitterportugal.com/blog/trafego-do-twitter-estagna-em-maio-surpresa/">com 10% das contas a emitirem 90% do conteúdo</a>. Vendo a <em>vanitas</em> dominar o <em>top</em>, ninguém diria).</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BJf_Ou6YZfdCumMsO2eUdpCsR98/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BJf_Ou6YZfdCumMsO2eUdpCsR98/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Agências de comunicação, temos um problema</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 21:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os dias recebo diversos press releases, perdão, notas de Imprensa.
As notas de Imprensa, perdão, press releases, têm vindo a degradar-se e espero que seja só impressão minha.
Se eu estivesse numa redacção, o trabalho que enfrentava só para descodificar o seguinte press release, perdão, nota de Imprensa, fazia-me passar à próxima. O pior é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">T</span>odos os dias recebo diversos <em>press releases</em>, perdão, notas de Imprensa.<br />
As notas de Imprensa, perdão, <em>press releases</em>, têm vindo a degradar-se e espero que seja só impressão minha.<br />
Se eu estivesse numa redacção, o trabalho que enfrentava só para descodificar o seguinte <em>press release</em>, perdão, nota de Imprensa, fazia-me passar à próxima. O pior é que a próxima é igual à anterior&#8230; Alguém é capaz de descodificar para mim? Obrigado. (Substitui os nomes, o que na realidade não tem qualquer importância.)</p>
<p><em>Segue em anexo o Press Release “ZBR em destaque no Evento tirititi &#038; blá bla da XPTO”. Como Consultora especializada e focada na área de GRUNGRUN, a ZBR não podia deixar de estar presente no maior evento sobre esta temática existente em Portugal.<br />
Como Patrocinadora Platinum, a participação da ZBR inclui um stand na área de exposição, onde vai demonstrar e divulgar os seus serviços e soluções líderes na área de tirititi, e uma palestra às 11h55 por Fulano De Tal, CEO da empresa. Intitulada “Gestão Integrada de Processos”, a apresentação vai focar a orientação da Gestão de Processos para uma estratégia de integração com vista à obtenção de uma resposta pronta, completa, coerente e eficaz às necessidades dos vários stakeholders de uma organização – que traduz o objectivo subjacente à metodologia concebida pela ZBR e implementada com sucesso em diversas empresas de grande dimensão.<br />
A ZBR é uma consultora especializada e líder nacional na prestação de serviços e desenvolvimento de soluções tiritiri (Business Qualquer Coisa Mais).</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rka-s9b1iI7fb7sCA6H6resh9PM/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rka-s9b1iI7fb7sCA6H6resh9PM/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rka-s9b1iI7fb7sCA6H6resh9PM/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rka-s9b1iI7fb7sCA6H6resh9PM/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>Como as redes sociais podem mudar a história</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 08:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[Clay Sirky]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[TED talks]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Republico este video de uma das recentes, famosas TED Talks com um recado duplo, por motivos diferentes. Para Marcelo Rebelo de Sousa. E para o Partido Socialista &#8212; levantem o som ao limite, baixem as persianas, schiu!, e prestem atenção exclusiva a partir do 15º minuto.
Talks Clay Shirky: How Twitter can make history
&#8220;While news from [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">R</span>epublico este video de uma das recentes, famosas TED Talks com um recado duplo, por motivos diferentes. Para Marcelo Rebelo de Sousa. E para o Partido Socialista &#8212; levantem o som ao limite, baixem as persianas, <em>schiu</em>!, e prestem atenção exclusiva a partir do 15º minuto.</p>
<h3>Talks <a id="aptureLink_f3TJZQtkg0" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Clay%20Shirky">Clay Shirky</a>: How Twitter can make history</h3>
<p>&#8220;<em>While news from Iran streams to the world, Clay Shirky shows how Facebook, Twitter and TXTs help citizens in repressive regimes to report on real news, bypassing censors (however briefly). <strong>The end of top-down control of news is changing the nature of politics</strong></em>&#8221;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/ClayShirky_2009S-embed_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ClayShirky-2009S.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=575" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/embed/ClayShirky_2009S-embed_high.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ClayShirky-2009S.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=575" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oIxLWrGPR8P75ZOcGRLYXWwGsnI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oIxLWrGPR8P75ZOcGRLYXWwGsnI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oIxLWrGPR8P75ZOcGRLYXWwGsnI/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oIxLWrGPR8P75ZOcGRLYXWwGsnI/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>Why is aged news better than… real news?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 10:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Why is aged news better than&#8230; real news?&#8221; pergunta o &#8220;repórter&#8221; do Daily Show a uma editora em pleno coração do The New York Times. A peça foi para o ar ontem, 10 de Junho, e merece ser vista &#8212; em especial pelos envolvidos na indústria dos jornais.



The Daily Show With Jon Stewart
Mon &#8211; Thurs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">&#8220;<em>W</span>hy is aged news better than&#8230; real news?</em>&#8221; pergunta o &#8220;repórter&#8221; do Daily Show a uma editora em pleno coração do The New York Times. A peça foi para o ar ontem, 10 de Junho, e merece ser vista &#8212; em especial pelos envolvidos na indústria dos jornais.</p>
<table style='font:11px arial; color:#333; background-color:#f5f5f5' cellpadding='0' cellspacing='0' width='360' height='353'>
<tbody>
<tr style='background-color:#e5e5e5' valign='middle'>
<td style='padding:2px 1px 0px 5px;'><a target='_blank' style='color:#333; text-decoration:none; font-weight:bold;' href='http://www.thedailyshow.com/'>The Daily Show With Jon Stewart</a></td>
<td style='padding:2px 5px 0px 5px; text-align:right; font-weight:bold;'>Mon &#8211; Thurs 11p / 10c</td>
</tr>
<tr style='height:14px;' valign='middle'>
<td style='padding:2px 1px 0px 5px;' colspan='2'><a target='_blank' style='color:#333; text-decoration:none; font-weight:bold;' href='http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=230076&#038;title=end-times'>End Times</a></td>
</tr>
<tr style='height:14px; background-color:#353535' valign='middle'>
<td colspan='2' style='padding:2px 5px 0px 5px; width:360px; overflow:hidden; text-align:right'><a target='_blank' style='color:#96deff; text-decoration:none; font-weight:bold;' href='http://www.thedailyshow.com/'>www.thedailyshow.com</a></td>
</tr>
<tr valign='middle'>
<td style='padding:0px;' colspan='2'><embed style='display:block' src='http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:item:comedycentral.com:230076' width='360' height='301' type='application/x-shockwave-flash' wmode='window' allowFullscreen='true' flashvars='autoPlay=false' allowscriptaccess='always' allownetworking='all' bgcolor='#000000'></embed></td>
</tr>
<tr style='height:18px;' valign='middle'>
<td style='padding:0px;' colspan='2'>
<table style='margin:0px; text-align:center' cellpadding='0' cellspacing='0' width='100%' height='100%'>
<tr valign='middle'>
<td style='padding:3px; width:33%;'><a target='_blank' style='font:10px arial; color:#333; text-decoration:none;' href='http://www.thedailyshow.com/full-episodes/index.jhtml'>Daily Show<br/> Full Episodes</a></td>
<td style='padding:3px; width:33%;'><a target='_blank' style='font:10px arial; color:#333; text-decoration:none;' href='http://www.indecisionforever.com'>Political Humor</a></td>
<td style='padding:3px; width:33%;'><a target='_blank' style='font:10px arial; color:#333; text-decoration:none;' href='http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=228277&#038;title=Newt-Gingrich-Unedited-Interview'>Newt Gingrich Unedited Interview</a></td>
</tr>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1mORbc3MrlhFfND0aMjk4XrPbjw/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1mORbc3MrlhFfND0aMjk4XrPbjw/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1mORbc3MrlhFfND0aMjk4XrPbjw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1mORbc3MrlhFfND0aMjk4XrPbjw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>As novas fronteiras da criatividade e inovação</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/as-novas-fronteiras-da-criatividade-e-inovacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 15:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[criar2009]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade e inovação]]></category>
		<category><![CDATA[web 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[
As novas fronteiras da criatividade e inovação é o primeiro de uma série de artigos para o site português do Ano Europeu da Criatividade e Inovação (Criar2009) em torno dos temas ligados à Internet como um ferramenta de criatividade e inovação. Sem esquecer a informática e o carácter distributivo da rede.
Um teaser: &#8220;A somar às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-3373 alignleft" title="994617_playing_with_clay_12" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/994617_playing_with_clay_12.jpg" alt="994617_playing_with_clay_12" width="300" height="200" /></p>
<p><a href="http://criar2009.gov.pt/opiniao/as-novas-fronteiras-da-criatividade-e-inovacao/">As novas fronteiras da criatividade e inovação</a> é o primeiro de uma série de artigos para o site português do Ano Europeu da Criatividade e Inovação (<a href="http://criar2009.gov.pt/">Criar2009</a>) em torno dos temas ligados à Internet como um ferramenta de criatividade e inovação. Sem esquecer a informática e o carácter distributivo da rede.<br />
Um <em>teaser</em>: &#8220;<b>A somar às tecnologias de produção digital a custo residual, a web social trouxe ainda o acesso instantâneo, gratuito e sem barreiras artificiais ao mercado global e a distribuição reticular e viral, onde cada “consumidor” se torna num redistribuidor mais ou menos entusiasmado, num “quase-autor”. Este súbito e extraordinário <em>empowerment</em> tem consequências profundas, não apenas económicas</b>&#8221;<br />
Leia (e comente) <a href="http://criar2009.gov.pt/opiniao/as-novas-fronteiras-da-criatividade-e-inovacao/">As novas fronteiras da criatividade e inovação</a></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w-0MAgX4_vV-WHkirfPj8P-DB5o/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w-0MAgX4_vV-WHkirfPj8P-DB5o/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w-0MAgX4_vV-WHkirfPj8P-DB5o/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w-0MAgX4_vV-WHkirfPj8P-DB5o/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?a=JZZ_E_xL--M:zmanVcGVAmc:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?a=JZZ_E_xL--M:zmanVcGVAmc:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?i=JZZ_E_xL--M:zmanVcGVAmc:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?a=JZZ_E_xL--M:zmanVcGVAmc:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/MasCertamenteQueSim?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a>
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