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	<title>Acontecimento</title>
	
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	<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 19:02:41 +0000</pubDate>
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		<title>Não minha FIA, nos pontos não!</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 01:32:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao ler os feeds, deparei com a triste decisão da FIA de que o piloto que vencer mais corridas em 2009 ganhará o campeonato de Fórmula 1. Lamentável. Não porque é injusto, a motivação é válida: Valorizar a vitória. Isso estimula a competitividade e, de quebra, dá emoção ao esporte. A questão também não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler os feeds, deparei com a triste decisão da FIA de que <a href="http://www.formula1.com/news/headlines/2009/3/9024.html" target="_blank">o piloto que vencer mais corridas em 2009 ganhará o campeonato de Fórmula 1</a>. Lamentável. Não porque é injusto, a motivação é válida: Valorizar a vitória. Isso estimula a competitividade e, de quebra, dá emoção ao esporte. A questão também não é a adaptação das regras ao momento em que o esporte vive. E agora a FIA tem que ceder à pressões externas a fim de manter o esporte viável. Isso aconteceu outras vezes, não pela crise, mas pela competitividade. A redução entre a diferença do primeiro e segundo colocados de 4 para 2 pontos, era para tentar deter Schumacher.</p>
<p>Primeiro, vamos pensar na Fórmula 1 como substância, quer dizer, algo sobre o qual aprendemos algo, carregamos este conhecimento e fazemos projeções para encontros futuros - sejamos naturalistas. Tratar a F1 dessa forma é interessante ao sujeito, uma vez que, ele não tem, a cada encontro, que aprender todas as propriedades relevantes daquela substância. Ora, algo central na Fórmula 1, desde que eu me interesso pela categoria (quer dizer, desde os seis anos de idade) é que você tem que contar os pontos, não as corridas.</p>
<p>Mas, segundo, uma parte importante do processo é que a gente pode quebrar a cara o tempo todo. Se gatos podem ter três patas, porque o sistema de pontuação não pode ser diferente da próxima vez que eu o encontrar? A comparação não é aleatória, os mecanismos cognitivos utilizados em um e outro caso são os mesmos. As mesmas habilidades envolvidas na reidentificação do próximo campeonato de F1 ou no próximo gato que encontrarei caem sobre as mesmas exigências, a saber, que estes itens tenham uma história. Se consigo traçar uma tragetória histórica que explicam em caráter Normal (com maiúscula, e que não quer dizer a maioria e mas sim o retorno às condições históricas de desenvolvimento do item), tudo certo, ainda assim conseguirei reconhecer o campeonato de F1 ou o gato. E, isso que importa para sobrevivência.</p>
<p>Caso não concorde, você pode assinar uma <a href="http://www.thepetitionsite.com/1/cancel-the-fia-approved-wdc-selection-criteria-for-f1-world-championship-2009" target="_blank">petição do cancelamento da nova regra</a>. Algo, certamente, mais fácil do que fazer gatos nascerem com três patas.</p>
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		<title>O que há de errado com a excomunhão?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 19:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Nada. Absolutamente nada. Excomunhão se aplica a qualquer que cumpra determinado critérios, entre eles, participar de práticas aboritvas. É um conjunto sim-não. Não tem nenhum vagueza aqui: Se X, Y e Z praticaram e permitiram o aborto, X, Y e Z devem ser excomunhados por quem quer que tenha autoridade para isso. Foi o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada. Absolutamente nada. Excomunhão se aplica a qualquer que cumpra determinado critérios, entre eles, participar de práticas aboritvas. É um conjunto sim-não. Não tem nenhum vagueza aqui: Se X, Y e Z praticaram e permitiram o aborto, X, Y e Z devem ser excomunhados por quem quer que tenha autoridade para isso. Foi o que aconteceu em Recife no caso da garota de 9 anos grávida do padastro (eu sei, estou atrasado).</p>
<p>Mas será que isso é relevante? Por pelo menos dois pontos. O primeiro, qual a importância da excomunhão hoje em dia? Seguida a risca, grande parte dos católicos deviam ser excomungados por Apostasia. Considerado o crescente número de religiões alternativas ao catolicismo, grande parte da população deveria ser excomungada por Cisma. Por Heresia então, não sobraria um. Suponhamos que, de fato, esse cenário seja real. Que diferença faz na vida dessas pessoas? Nenhum direito de cidadão lhes será tirado e isso que importa. A questão é interna e não faz diferença ou não excomungar alguém, exceto, é claro, aqueles que têm medo disso, mas estes não cometerão nenhum pecado digno de excomunhão (não, estupro não conta). Isso não tem nada com desrespeitar a vida, ou a humanidade ou com a Petrobrás<a href="http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/151863_comentarios.shtml" target="_blank">?!?!?!</a> Para uma opinião mais sensata, <a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/03/o-bispo-o-aborto-e-excomunhao-ou-de.html" target="_blank">leia este</a>. Não leia o anterior.</p>
<p>O segundo ponto nos faz voltar à Heresia. Na verdade, o que me fez escrever sobre foi o nosso (católico) Presidente Lula. Ao dizer que <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1031757-5601,00-MEDICINA+ESTA+MAIS+CORRETA+QUE+IGREJA+DIZ+LULA+SOBRE+ABORTO+EM+MENINA.html" target="_blank">a Medicina está mais certa que a Igreja</a>. Primeiro, ele deveria ser excomungado por uma afirmação dessa. Segundo, há um erro de escopo terrível aqui. Absurdamente terrível. Quão difícil é entender que, a medicina cuida da saúde e a igreja da Teologia? Quem sabe de excomunhão é o arcebispo, quem sabe de procedimentos abortivos, o médico, dos mecanismos legais para o aborto, os advogados e juízes. De torno mecânico, etc&#8230;</p>
<p>No fim de tudo, fico feliz em ver a <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1033383-5598,00.html" target="_blank">resposta do arcebispo</a>:  &#8220;Se o presidente da         República deseja fazer um pronunciamento sobre um tema         teológico, eu sugeriria que ele primeiro tivesse ajuda de seus         assessores que conheçam a doutrina da Igreja Católica.&#8221; Fantástico.</p>
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		<title>Doutor Octopus e a Histérica</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 23:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Dr. Octopus é um exemplo de um caso típico na psicologicamente complexa história dos vilões. Uma juventude ressentida com a falta de sucesso com as mulheres é compensada por uma dedicação excessiva aos estudos o que o torna um cientista de sucesso. A tragédia se desdobra quando ele resolve envolver o próprio corpo nas experiências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. Octopus é um exemplo de um caso típico na psicologicamente complexa história dos vilões. Uma juventude ressentida com a falta de sucesso com as mulheres é compensada por uma dedicação excessiva aos estudos o que o torna um cientista de sucesso. A tragédia se desdobra quando ele resolve envolver o próprio corpo nas experiências e incrementá-lo com quatro braços adicionais. Um acidente faz com que os braços sejam fixados permanentemente ao seu próprio corpo. Ele responsabiliza uma única pessoa pelo acidente: o perspicaz, mas não menos azarado, Homem-Aranha.</p>
<p>Assim como os sonhos, Freud entende os sintomas histéricos como realização de desejos. Um dos modos através dos quais ele descreve o surgimento do sintoma é como uma espécie de solução de compromisso entre duas instâncias conflituosas. Por exemplo, uma de suas pacientes sofria de vômitos constantes. Durante a análise, descobriu-se que, associadas ao sintoma, havia uma fantasia da época da puberdade de estar continuamente grávida e uma fantasia atual de tê-los com o máximo de homens. A esse desejo, ela opôs uma forte censura. O surgimento dos vômitos tinha então a vantagem de satisfazer às duas intâncias: por um lado, ela simulava uma gravidez com uma reação somática adequada; por outro, ela realizava a punição tornando seu corpo menos atraente aos homens como uma consequência dos vômitos o que, por sua vez, a impediria de engravidar.</p>
<p>O sintoma preenche uma lacuna. Ocupa uma espécie de espaço indecidível. No caso da histérica, o espaço vazio está na hiância de dois imperativos. Deleuze enfatiza, no seu livro sobre Hume, o quanto aquilo que nos é próprio é ultrapassar o dado, dizer mais do que podemos saber. Não é outra coisa que faz a histérica. Encontra, com o sintoma, a peça ausente do quebra-cabeça do seu desejo. O Homem-Aranha também preenche o vazio de motivo que explicaria do infortúnio do Dr. Octopus para ele mesmo. Ocorre para o Doutor a mesma solução de compromisso que a histérica. A coincidência vai ainda mais longe já que é também no seu corpo que se manifesta o sintoma. Octopus realiza o seu desejo de ascensão ao inventar os braços mecânicos, porque assim ele tem mais poder frente aos outros homens, no entanto ele é condenado a ficar grudado a eles durante todos os momentos o que inviabiliza a ascenção social, tornando-o feio e violento. Nesse caso, porém, ele terá que se confrontar com um censor menos direto, mais irônico e dissimulador (um herói representante de um super-ego pós-moderno), que aquele com o qual a histérica se confronta.</p>
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		<title>O segredo… só pode ser brincadeira…</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 23:56:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu confesso que estou atrasado. Não faço idéia de quando esse tal de The Secret fez sucesso, dois anos, ou mais, creio eu. Também confesso que não sou muito antenado a essas coisas, mas, por uma série de ações contingentes acabei por assistir tentar assistir esse filme. As razões que me levaram não importa (mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu confesso que estou atrasado. Não faço idéia de quando esse tal de The Secret fez sucesso, dois anos, ou mais, creio eu. Também confesso que não sou muito antenado a essas coisas, mas, por uma série de ações contingentes acabei por <span style="text-decoration: line-through;">assistir</span> tentar assistir esse filme. As razões que me levaram não importa (mas não, não queria saber o segredo para minha vida). Pensava que seria alguma trama, se não boa, pelo menos ocuparia meu tempo. Algo do tipo o Código da Vinci, que eu também não assisti. Mas enfim, de tudo, foram os setenta minutos mais mal gastos de toda minha vida (logo após uma apresentação amadora de dança do ventre).</p>
<p>Não tenho nada contra auto ajuda. Mas este simplesmente foi absurdo, talvez nem tanto pelo conteúdo, isso a gente ignora e pronto, mas o que me chamou atenção é ter contato pelo menos quatro indivíduos com o título de filósofo (e um metafísico) dizendo tamanha bobagem. Antes de chegar no ponto do post, tentarei resumir o filme.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><img style="border: 0pt none;" title="O Segredo" src="http://img3.imageshack.us/img3/1826/63615394.jpg" border="0" alt="O Segredo" width="330" height="188" /><p class="wp-caption-text">O Segredo</p></div>
<p>O Segredo (não o filme) consiste em algo chamado Lei da Atração. Esta lei, os reveladores do segredo a comparam com as leis físicas, leis que regem o universo como um todo, as quais não podemos escapar. Esta tal lei da atração, diz que você receberá tudo aquilo a que seu pensamento ocupa. Se você se preocupa com suas dívidas, conversa sobre elas e crê que não conseguirá resolvê-las, você só está atraindo mais dívidas. O contrário também é verdadeiro, e aí está o pulo do gato: Mentalize coisas boas, que estas coisas serão realidade em sua vida.</p>
<p>Ok, grande sacada. A primeira objeção, e resolvida é que não adianta só pensar, do contrário, formariam-se filas de garotos de 8 a 80 na residencia de cada uma das mulheres frutas. É preciso ter um sentimento. Sentimento este que faz mentalizar as coisas desejadas como se fossem presentes (mas se assim fosse, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=efNdI8uzWN8" target="_blank">Craig &#8220;Hot Lixx Hulahan&#8221; Billmeier</a> seria melhor guitarrista que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rb5DXL8jWzM" target="_blank">Yngwie Malmsteen</a> ou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SgMmYTIMrZE" target="_blank">Michale Romeo</a>, meu preferido). Querer, acreditar e receber são as palavras chaves. Em, um resumo mal feito é isso. Não creio que seja o caso, mas, mais uma vez, não é isso que me incomodou. Se funcionar para meia dúzia de indivíduos, tudo bem. O que não quer dizer que dou crédito ao conteúdo, aliás, poderia fazer um comentário a cada trecho do filme&#8230; mas&#8230;</p>
<p>Deixaram escapar algo que não se pode em filosofia, o fechamento do mundo físico. Não importa se o fechamento causal do mundo esteja correto ou não (e creio que esteja). Tratando de filósofos, uma explicação desse tipo não poderia ficar em branco, mesmo considerando o público. A idéia é que algo físico só pode ser o caso se, pelo menos, tiver uma causa física. Disso Descartes já sabia. Não é a toa que a glândula Pineal tem qua aparecer na teoria. A única exceção, talvez seja concedida à divindades. A modernidade está cheia de causação mental puramente por ter que, de alguma forma, inserir deus no discurso. A elas é dado o direito de causar mentalmente.</p>
<p>Infelizmente, a pseudo-solução de equiparar o pensamento com a matéria ou energia não pode ser aceita. São instâncias diferentes e o primeiro modo de bloquear essa tese é em não aceitar que o pensamento seja regido pelas mesmas leis que o mundo , como queria McDowell (Naturalism in the Philosophy of Mind). Mas eu não sei se ele está certo, melhor, prefiro uma alternativa naturalista que, vai sim, reduzir o mental ao físico, mas com uma direção contrário, é o mental que é físico, e não o físico que é mental. Dessa forma termino sem acreditar no que ouvi.</p>
<p>Observação.: Só suportei até a parte do segredo para o mundo.</p>
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		<title>Darwin 200 anos - E daí?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 17:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não contesto o fato que Darwin foi importante. De fato, é uma figura crucial na história do pensamento humano mas, será que ele merece ser como um messias aos ateus? Ainda, qual a motivação de se comemorar o aniversário de 200 anos do nascimento de Charles Darwin se, sequer, a maioria das pessoas sabem exatamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não contesto o fato que Darwin foi importante. De fato, é uma figura crucial na história do pensamento humano mas, será que ele merece ser como um messias aos ateus? Ainda, qual a motivação de se comemorar o aniversário de 200 anos do nascimento de Charles Darwin se, sequer, a maioria das pessoas sabem exatamente porque Darwin é tão importante. Irão questionar: &#8216;Claro que sabem, é por causa da teoria da evolução&#8217;. Ok, concedo, mas, mais uma vez, alguém sabe o é a teoria da evolução? Aqui não interessa saber os pormenores da teoria, mas simplesmente entender qual o ponto importante. Sobre isso quer falar.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img style="border: 0pt none;" title="Evolução Linear" src="http://img403.imageshack.us/img403/3449/34323576tf4.gif" border="0" alt="Evolução Linear" width="250" height="402" /><p class="wp-caption-text">Evolução Linear</p></div>
<p>O que parece ser mais interessante na teoria da Evolução não é o fato que viemos dos macacos. Não viemos.Tivemos apenas um ancestral comum que, vez ou outra, aparecem em narrações de ficção científica (veja o Mundo Perdido de Arthur Conan Doyle). É muitocomum pensar que a escala linear (termo impróprio) ascendente começando do ser mais insignificante até os mais complexos, culminando, é claro, com o homem. Veja figura ao lado retirada do livro do Pinker de 1994. Não é isso de fato, acontece que mais do que uma escala linear, é como se todos os seres tivessem organizado em uma árvore que tem alguns pontos em comum e depois se ramifica. Veja abaixo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img style="border: 0pt none;" title="Teoria da Evolução" src="http://img294.imageshack.us/img294/6914/23542046fi2.gif" border="0" alt="Teoria da Evolução" width="450" height="219" /><p class="wp-caption-text">Teoria da Evolução</p></div>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/FLVIO%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<p>Evolução também não é seleção natural. Três pontos são importantes:</p>
<ol>
<li>Seleção natural é um dos mecanismos que a teoria da evolução atua, existem outros, como a seleção sexual. No fim, das contas, a teoria da evolução é um aglomerado de cinco ou seis teorias. Mais que isso, Não dá para ficar só na seleção natural. Itens recentes em biologia, como a deriva genética também são importantes. Quer estudar evolução, não é só Darwin que se deve procurar. Tente procurar pela teoria sintética da evolução.</li>
<li>Seleção natural é interespecífica. Quer dizer que, você não pode convencer seu sobrinho a estudar para que ele seja melhor que seus concorrentes. Sequer, pode-se invocar a palavra melhor para tratar de seleção natural. O correto é mais adaptado. Todos podem concordar que é melhor ser inteligente. Mas, se o meio não exigir isso, de nada adianta.</li>
<li>Por fim, e mais importante para os propósitos do post, a seleção natural foi proposta por Darwin e Wallace simultâneamente. Com dados diferentes, trajetórias diferetes etc, estes dois homens chegaram às mesmas conclusões. Isso quer dizer que Darwin é um produto da época, se não fosse ele, seria um outro dentre as centenas de naturalistas ingleses do século XIX.</li>
</ol>
<p>Isso quer dizer que não é Darwin, por ser Darwin que deve ser lembrado. Se quiser ter um motivo qualquer para comemorar. Ok, problema é seu. Mas, se de fato, quer algo importante, tente entender porque Darwin é lembrado e não outro. Tente entender o que ele fez, disse ou escreveu que foi tão importante. Certamente, o fato de ter nascido não é suficiente para ser famoso (a menos que seja filho de uma celebridade - mas isso é outro caso, não dou 10 anos para ser esquecido). Para dar uma pista, não tem nada haver com macacos, religião ou outras coisas do tipo. Esse cara introduziu um novo método epistemológico não só em biologia, mas em diversos outros campos do conhecimento.</p>
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		<item>
		<title>Guerra do Iraque</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 14:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma das questões que mais preocupam aqueles que acompanharam as eleições nos Estados Unidos é se haverá alguma postura distinta do candidato eleito, Barack Obama, em relação à política internacional colocada em prática pelo governo Bush. Especialmente, qual será a relação entre Estados Unidos e Iraque. A política internacional anterior foi caracterizada por uma estratégia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das questões que mais preocupam aqueles que acompanharam as <strong>eleições nos Estados Unidos</strong> é se haverá alguma postura distinta do <strong>candidato eleito</strong>, <strong>Barack Obama</strong>, em relação à <strong>política internacional</strong> colocada em prática pelo <strong>governo Bush</strong>. Especialmente, qual será a relação entre <strong>Estados Unidos</strong> e <strong>Iraque</strong>. A <strong>política internacional</strong> anterior foi caracterizada por uma estratégia muito peculiar que era aquela de produzir a desordem para criar a necessidade de organização. Produzir o caos para administrá-lo. Óbvio que fatores como a instabilidade <strong>política </strong>de regiões como o <strong>Iraque </strong>ou outras ao redor do mundo povoadas por <strong>conflitos étnicos e religiosos</strong> contribuem em muito para uma <strong>intervenção política </strong>com esse caráter. Não obstante, é uma espécie astuciosa de estratégia já que garante não apenas o <strong>poder político</strong>, mas também um aquecimento de <strong>mercado </strong>surpreendente.</p>
<p>É interessante, para denotar esse tipo de atividade colocada em prática pelo <strong>governo americano</strong>, deixar vago o termo &#8220;estratégia&#8221;, ou seja, não reduzir essa prática a um uso <strong>político </strong>(no sentido de <strong>política </strong>de Estado), porque percebemos que ela é utilizada de forma constante em outras esferas <strong>sociais</strong>. É desse modo que toda sorte de instabilidades são o objeto predileto do <strong>poder </strong>que toma para si a responsabilidade de sua <strong>administração</strong>, mas não deixando de retirar sua parcela de lucro. Identificar zonas de instabilidade onde, por este motivo, torna-se legímito a declaração de um &#8220;estado de sítio&#8221;, ou seja, uma situação na qual a legislação vigente é colocada em suspensão, para a partir de toda espécie de meios restabelecer a ordem, é um tipo de estratégia de poder que, na atualidade, se exerce desde os corpos até aos territórios das nações.</p>
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		<title>Clipes: Blink 182 e Eminem</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 19:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma época pós-moderna, conceber a crítica como a análise dos modos de funcionamento do poder para, dessa forma, sob a guarda de valores aos quais esta estrutura não é capaz de contemplar, apontar para os seus erros ignora o fato de que, em nossa época, o poder aprendeu a rir de si mesmo. Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma <strong>época pós-moderna</strong>, conceber a <strong>crítica </strong>como a análise dos modos de funcionamento do <strong>poder </strong>para, dessa forma, sob a guarda de <strong>valores </strong>aos quais esta estrutura não é capaz de contemplar, apontar para os seus erros ignora o fato de que, em nossa época, o <strong>poder </strong>aprendeu a rir de si mesmo. Se era possível dizer &#8220;eles não sabem o que fazem&#8221; com a esperança de que ao mostrar o que &#8220;eles fazem&#8221; se conseguiria impedir que &#8220;eles o fizessem&#8221;, no <strong>pós-modernismo</strong>, ocorre que devemos dizer que &#8220;eles sabem o que fazem, no entanto fazem&#8221;. Ou seja, não adianta mostrar que aquilo que é feito não corresponde àquilo que se acredita estar fazendo para desempenhar uma função <strong>crítica</strong>. Em suma, a <strong>ideologia </strong>tem um sentido mais profundo do que simplesmente um conjunto de idéias que tem como função justificar um estado de coisas, ofuscando o seu verdadeiro funcionamento.</p>
<p>A primeira consegüência desse novo sentido de <strong>ideologia </strong>é que o próprio <strong>poder </strong>já apresenta o seu suposto inverso sem que isso represente qualquer necessidade de uma transformação efetiva no estado de coisas. Um exemplo banal, mas que denota esse modo de funcionamento, é a <strong>propaganda </strong>da <strong>MTV </strong>que incentiva o telespectador a desligar a <strong>televisão </strong>e a ler um livro. Em segundo lugar, é ineficaz reclamar <strong>valores </strong>que são o inverso daqueles defendidos pelo <strong>poder </strong>em curso, já que este mesmo <strong>poder </strong>já apresenta esses <strong>valores </strong>de um modo que não significa inversão alguma. Por este motivo, os discursos que reclamam algum tipo de saída absoluta e salvadora no domínio da <strong>política </strong>são encarados com sarcasmo, como, por exemplo, o discurso bolchevique.</p>
<p>O cinismo próprio de nossa época tem manifestações interessantes na <strong>música pop</strong>. As <strong>imagens </strong>que os <strong>artistas </strong>assumem não mais se referem ao modo de vida que transcende a vida dos <strong>artistas </strong>(a vida do homem comum, por exemplo), mas elas são povoadas de signos que se referem à própria vida dos <strong>artistas</strong>. Longe de uma auto-crítica, percebemos que se trata bem mais, simultaneamente, de um esgotamento do vivido que não é recoberto pela <strong>indústria cultural </strong>e de uma descrença que haja algum tipo de experiência significativa além daquelas recobertas pela própria <strong>indústria</strong>.</p>
<p>Um clipe como &#8220;<strong>All the Small Things</strong>&#8221; do <strong>Blink 182</strong> ou &#8220;<strong>Whitout Me</strong>&#8221; de <strong>Eminem </strong>que passam a maior parte do tempo tirando onda daquele mundo ao qual eles fazem parte são exemplares no exercício dessa poética.</p>
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<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/s1if9kLJpWw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/s1if9kLJpWw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>McCain acusa Obama de “terrorista”</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 02:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>

		<category><![CDATA[Eleições presidenciais nos EUA]]></category>

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		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível enxergar um movimento análogo entre a estratégia do candidato à presidente dos Estados Unidos John McCain de associar o nome de seu adversário Barack Obama ao termo terrorismo e a situação frente à qual Lula é freqüentemente confrontado. Não apenas ele, mas o Partido dos Trabalhadores em geral.
Os líderes da campanha de McCain [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É possível enxergar um movimento análogo entre a estratégia do candidato à presidente dos <strong>Estados Unidos</strong> <strong>John McCain</strong> de associar o nome de seu adversário <strong>Barack Obama</strong> ao termo <strong>terrorismo </strong>e a situação frente à qual <strong>Lula </strong>é freqüentemente confrontado. Não apenas ele, mas o <strong>Partido dos Trabalhadores </strong>em geral.</p>
<p>Os líderes da campanha de <strong>McCain </strong>provavelmente tiveram um <em>insight </em>do tipo: &#8220;o que os <strong>americanos </strong>mais temem? O que eles temem mais do que uma <strong>crise financeira</strong>? Ow! Claro! Voltemos alguns traumas atrás: o <strong>terrorismo</strong>! Pois bem: como associar o nome de um <strong>democrata </strong>ao <strong>terrorismo</strong>? Fácil! Basta encontrar uma proximidade com aqueles anos nos quais fazia muito mais sentido do que hoje as alternativas de esquerda para combater um sistema opressor. É claro que, no que diz respeito a esses tempos, <strong>Obama </strong>se posicionaria contra a <strong>guerra do Vietnã</strong>. Basta encontrar uma proximidade com os grupos mais radicais desses movimentos.<strong> Weather Underground</strong>! Por que não?&#8221;.</p>
<p>De forma muito parecida, mas com provas ainda mais convincentes, <strong>Lula </strong>e o <strong>Partido dos Trabalhadores</strong> são encaixados em uma imagem criminosa. Uma imagem onde estão misturados toda espécie de movimento de esquerda: de guerrilhas contra a ditadura, passando pelo MST, até grandes mobilizações de rua e greves de fábrica. A proximidade com essa imagem de vermelhos comedores de criancinha chegou a assombrar até mesmo o ex-<strong>presidente Fernando Henrique Cardoso</strong>, quando ele foi lembrado de suas teses anti-imperialistas da juventude. Sua reação não foi muito diferente do <strong>Partido dos Trabalhadores</strong>, mesmo que de modo mais enfático: eu recuso todo esse passado.</p>
<p>Se, por um lado, existe uma estúpida redução de fenômenos políticos heterogêneos em sua natureza para a criação de uma imagem cujo objetivo é criminalizar movimentos legitimamente políticos, por outro, a reação a esta atitude vinda dos &#8220;réus&#8221;, mesmo quando recusando a sua aliança com esses movimentos, entra perfeitamente no jogo. A questão não é exatamente se <strong>Barack Obama</strong> era ou não do <strong>Weather Underground</strong>, se <strong>Fernando Henrique Cardoso</strong> publicava em periódicos de esquerda ou se <strong>Lula </strong>iniciou sua <strong>carreira política</strong> liderando grandes greves. É realmente interessante e provável que mudemos de táticas e opiniões <strong>políticas</strong>. O ponto é que aquilo que é revelado e que se confirma em <strong>acusações </strong>desse tipo é que as alternativas <strong>políticas </strong>permanecem extremamente estreitas e jamais levam a transformações sociais relevantes quando toda possibilidade para isto é tratada não como uma alternativa política, mas como um crime. Sempre foi uma boa saída apelar para &#8220;a moral e os bons costumes&#8221;. Se antes a esquerda ainda reagia assumindo-se realmente como uma ameaça &#8220;a essa moral e a esses bons costumes&#8221;, hoje, aqueles que um dia supomos ser a esquerda, olham para o &#8220;cidadão de bem&#8221; e dizem &#8220;sim&#8221;.</p>
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		<title>Shopping-Center</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 14:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitetura e experiência do espaço urbano]]></category>

		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

		<category><![CDATA[experiência]]></category>

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		<description><![CDATA[De Karl Marx a Jacques Lacan, passando por George Bataille, é provável que a noção hegeliana de experiência esteja dentre aqueles elementos que mais fascinam o leitor. E o motivo do fascínio talvez resida na radicalidade que esteja envolvida nesta noção. Em A Fenomenologia do Espírito, Hegel objetiva as experiências que levam a consciência a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Karl Marx a Jacques Lacan, passando por George Bataille, é provável que a noção hegeliana de experiência esteja dentre aqueles elementos que mais fascinam o leitor. E o motivo do fascínio talvez resida na radicalidade que esteja envolvida nesta noção. Em <em>A Fenomenologia do Espírito</em>, Hegel objetiva as experiências que levam a consciência a ser arrancada de si mesma. Nesse sentido, o fenômeno do nascimento - onde o corpo arrancado do útero se depara com o mundo sendo obrigado a criar toda sua relação com o fora - está muito mais próximo do que Hegel diz da noção de experiência do que quando, por exemplo, dizemos que &#8220;experimentamos&#8221; um sapato.</p>
<p>Existe uma superação nessa experiência, graças ao violento encontro com o exterior, que será articulada no sentido de explicar a análise crítica da ideologia, ou o desenvolvimento humano como um trabalho exercido sobre essa negatividade constituinte: como se cada etapa do desenvolvimento fosse o resultado de um enfretamento anterior com a negatividade exercida por esse outro sobre nós mesmo, negatividade esta que faz parte da nossa essência enquanto homem. Eis o motivo pelo qual Hegel diz que o caminho da consciência é um caminho de angústia e desespero já que ela é obrigada constantemente a arrancar-se de si mesma. Talvez seja pertinente enxergar até mesmo a experiência analítica como uma experiência do tipo descrita por Hegel. O eu no divã é aquele que deve sofrer a violência exercida por esse outro em nós mesmos que é o inconsciente: o eu que se angustia quando se recusa a aceitar isso que fatalmente nele insiste. A doença, mas também a saúde, será definida pela relação que se estabelece com esse outro de nós mesmo.</p>
<p>Bem diferente é o tipo de experiência que o ideal pós-moderno de bem-estar nos promete. Junto com a promessa de eliminação de todo sofrimento da existência, elimina-se também (que não é a mesma coisa) toda a possibilidade de experimentarmos algo que seja diferente daquilo que é legitimado no presente. Então da mesma forma que esperamos que uma viagem turística de milhares de milhas nos permita ainda comer em uma lanchonete Mc Donnald&#8217;s que encontraríamos na esquina da nossa rua, ou seja, que de todo modo seja uma viagem que não nos afete, também é muito improvável que nossa geração experimente qualquer outro conjunto de valores ou outra relação com os outros e com o mundo que não a que está dada. De um modo geral, tudo reproduz essa estrutura básica de não afetação, de impossibilidade de devir: o shopping-center não é exatamente o ambiente no qual, com a luz do sol apagada e com câmeras por todos os lados, o tempo se encontra abolido em pró da coexistência dos elementos já rigorasamente distribuídos pelo espaço?</p>
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		<title>Filme: “Na Natureza Selvagem”.</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Billy Budd</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Escapismo]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Hobbes]]></category>

		<category><![CDATA[Into The Wild]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Importa pouco que Hobbes tenha dito que o &#8220;homem é o lobo do homem&#8221; se não considerarmos a função dessa afirmação dentro do arcabouço teórico de sua filosofia e o que daí decorre. Acima de tudo, a condição de natureza segundo Hobbes não é um estado temporal da vida das sociedades humanas, ou melhor, importa pouco se ela realmente existiu como fato, mas, ao contrário, é o que decorre como teoria política da soberania que reside o ponto de interesse da postulação da condição de natureza. Então, o estatuto dessa natureza humana é menos positivo do que propriamente negativo, tendo em vista que só nos damos conta de sua realidade a partir de seu efeito, daquilo que se contrapõe ao estado de natureza, a saber, a própria atividade política, onde aí sim o homem pode se realizar enquanto tal. Eis o motivo pelo qual se torna pouco explicativo antropologicamente supor que o homem é mal em Hobbes, se com isso achamos que é descartável que o mais importante nessa afirmação é a possibilidade que ela abre, ou seja, que o homem tende <em>naturalmente </em>a escapar desse estado de natureza.</p>
<p>Por certo, se essa avaliação teórica do <em>Leviatã </em>invalida qualquer espécie de pessimismo que se satisfaz com a conclusão de que &#8220;o homem não tem jeito mesmo&#8221;, também torna inviável a alternativa de seguirmos o caminho contrário de supor que o homem é naturalmente bom, sem nos darmos ao esforço de mudar o estatuto mesmo desse &#8220;naturalmente&#8221;, dessa condição de natureza. Os dois discursos, ao invés de tirar a positividade teórica do postulado da condição de natureza, fazem-no um estéril sonho utópico. Em suma, é uma forma estúpida de se negar a atualidade do homem em pró de um estado natural idealizado e, desse modo, inútil.</p>
<p>É o mesmo tipo de erro no qual se envolve o protagonista de <em>Into the Wild </em>(<em>Na Natureza Selvagem</em>) quando, como estratégia crítica, pretende retornar a uma essência selvagem do homem que ainda não foi pervertida pela civilização. O problema não está exatamente na fuga, mas sim na fuga motivada por um ideal, por uma ficção. É um erro acreditar que exista uma forma de vida que esteja livre da crueldade e das contigências de existir. Óbvio que a forma de vida das grandes cidades no mundo capitalista não é perfeita e talvez seja a pior dentre todas, mas isso não quer dizer que seu oposto, a vida junto à natureza selvagem, seja a melhor e esteja purificada. Nesse sentido, talvez o ideal hobbesiano tenha mais realidade, na medida em que provoca a aproximação com o mundo atual e, por isso, funciona como princípio teórico condutor, do que o radicalismo de <em>Into The Wild</em>, no qual o ideal apenas provoca o distanciamento do que está na frente dos olhos do protagonista. Esse aspecto, no filme, o leva para uma intensa aventura de descoberta do mundo, mas que leva, ao final, à frustração frente a sua própria escolha. No entanto, nesse momento, já era tarde demais para um retorno&#8230; Eis motivo pelo qual a problemática do filme ainda é a da <em>hybris</em> como saída crítica, mas necessariamente trágica. O protagonista de <em>Into the Wild</em> é, antes de tudo, Antígona ou Hamlet.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2LAuzT_x8Ek&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/2LAuzT_x8Ek&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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